Acordei por voltas das 10h. Em cima da mesa de cabeceira estava um bilhete: Bom dia. Fui ao supermercado. Tens de estar pronta antes de eu voltar. H. Salto da cama e vou para a casa de banho. Lavo os dentes enquanto estou no duche. Não sei há quanto tempo ele saiu por isso faço tudo a correr. Quando ele chega já estou pronta. Sentada no sofá espero que ponha os sacos na cozinha. Ouço-o a mexer nos armários, a abrir o frigorífico. Quando finalmente o H. vem ter comigo sinto um nó no estômago. Estou nervosa e não é para menos. Ele olha para mim sem dizer nada. Há desaprovação no seu olhar. Mentalmente revejo o que escolhi para vestir. Mini saia preta, blusa branca com bolinhas pretas, sapatos cor de rosa de saltos muito altos. "Menos roupa." o tom é calmo mas não há dúvidas de que é uma ordem. Tiro a roupa menos a lingerie e os sapatos. "Menos." o tom mantém-se calmo mas os olhos contam outra história. Tiro o soutien. Ele arqueia uma sobrancelha. Tiro o resto. Quando me preparava para me descalçar ele aproximou-se de mim e disse-me ao ouvido. "Não tires os sapatos. Estás perfeita." Os saltos acentuavam a minha nudez e ele sabia disso. Deslizou um dedo desde o meu pescoço, passando pelo meio das minhas mamas, até ao meu umbigo. Uma carícia inocente que me fez gemer indecentemente. Satisfeito com a minha reacção afastou-se. "Vou preparar o pequeno-almoço." Fiquei parada no meio da sala sem saber o que fazer. "Anda." Sacudi a cabeça para aclarar as ideias e segui-o até à cozinha. Sentei-me antes que ele mo pedisse. Instintivamente sabia que o H. não queria que eu me comportasse como uma mulher sem vontade própria. "O que é que queres comer?" A pergunta fez-me sorrir. "Panquecas com manteiga e um copo de leite morno." Quando ficaram prontas colocou-as à minha frente e depois fez torradas e café para ele. Uma cena doméstica normal se eu não estivesse nua. Já comi nua outras vezes mas o H. também estava nu. O facto de ele estar a usar calças de ganga, camisa cinzenta e ténis sublinhava a minha posição. Decidi ignorar a minha nudez uma vez que o H. parecia ignorá-la. Depois de comer ofereci-me para lavar a loiça. "Há uns dias disseste que hoje tinhas de limpar o pó e aspirar a casa." "Mas isso foi antes de termos combinado isto." "Nada mudou." Comecei-me a rir mas parei abruptamente quando percebi o que ele queria. Ele sorriu e foi para a sala. Fui atrás dele. Ele sentou-se na poltrona que lhe permitia observar todos os meus movimentos. Limpar o pó nunca foi tão erótico. Ao esticar-me para chegar aos sítios mais altos as minhas meninas tornavam-se o centro das atenções. Quando me dobrava o rabo ficava empinado e ele podia ver tudo. Depois fui buscar o aspirador. Estava a gostar de fazer coisas banais nua em cima de uns saltos altos. Quando terminei sentei-me no sofá. "Estás muito longe." Com um sorriso levantei-me e fui sentar-me no seu colo. Ele ligou a televisão e distraidamente começou a brincar com os meus mamilos. Quando a minha respiração ficou ofegante ele parou. Minutos depois começou a acariciar a minha barriga. Movimentos circulares lentos que estavam a enlouquecer-me. E parou novamente quando eu me esfreguei contra ele como uma gata. "Comprei massa fresca para o almoço. Queres ajudar-me?" Antes que eu pudesse responder ele levantou-se comigo ao colo e foi para a cozinha. Preparámos o almoço juntos. Foi agradável e extremamente erótico, principalmente quando ele pediu que eu provasse o molho de tomate. Provei-o do dedo dele. Muito subtil. Durante o almoço conversámos sobre tudo menos o óbvio. Quando estava a lavar a loiça ele não se limitou a ver como tinha feito da outra vez. Abraçou-me pela cintura e beijou o meu pescoço. Quando as suas mãos subiram e começaram a acariciá-las larguei o prato que estava a lavar. "Não pares. Faz de conta que não estou aqui." Teria rido às gargalhadas se a tensão sexual não fosse tão opressiva. Respirei fundo [um erro porque só fez com que o meu peito se apertasse mais de encontro às suas mãos] e tentei concentrar-me na loiça. Consegui lavá-la sem partir nada. "Linda menina." murmurou ao meu ouvido antes de se afastar. O que lhe deve ter custado muito porque enquanto ele estava encostado a mim senti a sua erecção. "Esqueci-me da sobremesa." Olhei para ele para ver se a frase tinha um duplo sentido mas não consegui ler nada na sua cara. "Vem comigo." Segui-o até à sala de jantar. Ele tirou a jarra que estava em cima da mesa. "Deita-te." Não questionei a ordem. Deitei-me em cima da mesa. "Fecha os olhos e não te mexas. Se desobedeceres paramos por aqui." "Posso pedir-te uma coisa?" "Claro." "Preferia que vendasses os meus olhos. Não tenho a certeza se consigo mantê-los fechados." Ele foi buscar um lenço ao quarto e vendou-me. Durante uns minutos não aconteceu nada. Depois senti que ele espalhava alguma coisa nos meus mamilos. A textura era-me familiar. O primeiro contacto dos seus lábios provocou um choque no meu corpo todo. Ele tinha pedido que não me mexesse... Ia ser difícil. Principalmente quando começou a usar a língua e os dentes. Só descobri o que ele tinha usado como cobertura, como se eu fosse um bolo, quando ele me beijou. Caramelo. Delicioso. Depois ele abriu-me as pernas e ouvi o som inconfundível do chantilly a sair da lata. O que ele fez foi muito errado. Errado de tantas maneiras... A língua dele concentrou-se em todos os lugares importantes. Mas não fez a pressão necessária num lugarzinho muito sensível. Abri a boca para dizer "por favor" mas a sua língua entrou dentro de mim e a minha mente ficou em branco. Não atingi o orgasmo por muito pouco. Ele tirou-me a venda e pegou-me ao colo. "Hora de tomar banho. Estás muito peganhenta." disse-o como se não fosse ele o culpado. Foi um duche muito rápido. Ele observou-me o tempo todo. Privacidade? O que é isso? "Muito bem. Não te tocaste uma única vez." Olhei para ele sem perceber. Só quando ele sorriu é que me lembrei que estava excitada e que ainda não tinha aliviado a tensão. Son-of-a-gun. No momento em que falou nisso as minhas mãos começaram a formigar. Se ele não tivesse falado nisso não me teria lembrado que eu podia controlar o meu prazer. Desde o momento em que acordei a minha cabeça estava concentrada naquilo que o H. podia fazer para me dar prazer e não naquilo que eu podia fazer. Ele estava deliberadamente a lembrar-me desse pormenor porque queria que eu me sentisse ainda mais frustrada. E excitada. Sequei-me rapidamente para não cair na tentação de esfregar a toalha entre as pernas. "O que queres fazer agora?" A pergunta apanhou-me desprevenida. "Não me apetece fazer nada." "Se tivesses dito que querias fazer amor eu teria aceitado. Mas como não te apetece fazer nada vamos ver um filme." Foi com muito esforço que controlei a vontade de lhe dar um pontapé num certo lugar. Respirei fundo, calcei os sapatos e perguntei que filme é que íamos ver. "Emmanuelle" "Se é esse o filme mais vale vermos uns vídeos no youporn." Ele riu-se, um riso quente que me derreteu completamente. "Boa ideia." Eu e a minha grande boca... Gosto de alguma pornografia e ele sabe que "categorias" me excitam mais. Mas naquele momento eu não precisava de mais excitação. Passámos a tarde toda a ver pornografia. Correcção: eu vi e ele observou as minhas reacções. "É raro encontrar uma mulher que se excite com gay porn." "És um homem de sorte." o sarcasmo não o aborreceu. Foi com boa disposição que ele desligou o computador e disse que ia fazer o jantar. Dessa vez não o ajudei a cozinhar. Limitei-me a observá-lo. Quanto mais olhava para ele mais vontade tinha de o despir. Comi pouco, estava demasiado excitada para apreciar o salmão grelhado. Como eu já tinha lavado a loiça duas vezes, foi ele quem lavou a loiça do jantar. Sem pensar aproximei-me dele e encostei a cabeça nas suas costas. "Posso tocar-te? Por favor..." "Podes." a sua voz não traiu qualquer emoção. Admirei o seu auto-controlo. Desejei quebrar a sua força, domá-la, e isso excitou-me ainda mais. Acaricei as suas costas insatisfeita com o facto de haver roupa entre as minhas mãos e a sua pele. Depois apalpei-lhe o rabo. Ouvi-o prender a respiração e isso encorajou-me a ser mais atrevida. Sorri quando o senti duro. "Quero usar a boca. Posso?" Virou-se de frente para mim. "Prometo engolir até à última gota." Ajoelhei-me e ele olhou para baixo. O seu sorriso deixou-me um bocadinho nervosa. Abriu as calças e fiquei chocada quando descobri que ele não estava a usar nada por baixo. O desejo tornou-se insuportável. Por isso quando o enfiei na boca não fui delicada. Mostrei-lhe o quanto gostava do que estava a fazer e o quanto precisava de o sentir dentro de mim. Tinha prometido que iria engolir tudo mas só não o fiz porque o H. agarrou-me pelo cabelo e saiu da minha boca. Preferiu atingir a minha cara, as minhas mamas... Que desperdício. Levantei-me e fui para a casa de banho limpar-me. Antes de lavar a cara passei os dedos pelo queixo e lambi-os. "Estás bem?" Olhei por cima do ombro. Ele estava encostado à ombreira da porta e observava-me com preocupação. Preocupação? "Estou óptima." Ele aproximou-se de mim e olhou-me nos olhos. "Se te ofendi de alguma forma..." Foi então que percebi. "Preferia ter engolido em vez de ter levado com ele na cara mas enfim..." deitei a língua de fora e ele riu-se. O que ele fez não me ofendeu, excitou-me. Fomos para a cama cedo mas não fizemos amor. Adormeci assim que a minha cabeça tocou na almofada. Não o vi tirar a roupa.
Posted by Maria * 8:53 PM *
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